Maranta, planta milenar que vão viver para sempre

Maranta

As plantas do género maranta são muito especiais. Conhecidas pelas suas folhas, que parecem ter sido desenhadas por um artista, estas plantas são um must do mundo da decoração e prosperam em ambientes fechados. São por isso uma das nossas plantas favoritas para enfeitar a casa, até porque encaixam em qualquer estilo.

Fazem parte da família das marantaceae e englobam mais de 40 espécies catalogadas. E quais são os traços gerais que fazem com que uma planta pertença a esta família? De acordo com os especialistas da botânica, todas elas incluem um rizoma. Um rizoma é um tipo de caule subterrâneo que cresce de forma horizontal e que pode ser encontrado em espécies como a bananeira ou o lírio da paz. Além disso, estas plantas contam com aglomerados perenes e com um tipo de folhas muito especiais. Especiais porquê? Porque as suas folhas reagem de forma activa ao passar do tempo. De manhã, elas são lisas e abertas, e durante a noite têm a tendência de se fechar numa copa, como se estivessem a rezar. Muitas plantas deste género contam também com flor, sendo que esta se caracteriza pelo seu pequeno tamanho e pelo número limitado de pétalas, habitualmente não mais do que três. Em muitas culturas, as raízes das marantas são consideradas comestíveis e utilizadas na gastronomia local.

A origem do nome

Tal como muitas das plantas que foram catalogadas na Europa durante o século 16, a maranta deve o seu nome a um físico e botanista do velho continente. Bartolomeo Maranta viveu entre 1500 e 1571 e dedicou toda a sua vida ao estudo da física, do mundo vegetal, e da literatura. Fez contribuições muito importantes para o avanço da botânica e da medicina, tornando-se numa figura de referência do seu tempo. Em homenagem pelos seus serviços, o seu nome foi dado a uma rua em Itália. Mas mais do que isso, o seu apelido serve hoje em dia para ilustrar um dos géneros de plantas mais populares de todo o mundo. Sem dúvida um motivo de orgulho.

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Perde-te nas cores da nossa Mercury

Estas plantas lindíssimas até podem ter ficado com o nome de Bartolomeo Maranta, mas hoje em dia elas pertencem a todos nós. Ter uma destas fantásticas plantas em casa parece um luxo, mas é na realidade muito simples e acessível. Na Colvin, temos uma maranta tricolor pequena perfeita para ti. Por cá, conhecemo-la pelo nome de Mercury, e somos fascinados pelas cores das suas folhas. Uma mistura de verde-claro e escuro com veios de um magenta óbvio, as folhas da nossa Mercury dão vontade de tocar, olhar, e até fotografar. E a melhor parte? Cuidar da nossa Mercury é muito fácil. Basta expô-la a luz solar indirecta e regá-la 1 a 2 vezes por semana para a deixar feliz. Além disso, a Mercury vai ajudar a balancear os níveis de humidade do ar da tua casa.

Outras espécies notáveis

 

A maranta leuconeura é muito parecida com a nossa Mercury, e é a planta onde melhor se ilustra o efeito de reza que caracteriza as folhas de certas espécies de maranta. De manhã, ela abre-se, e à noite ela fecha-se, num movimento que muitos comparam a uma «reza.» É talvez por isso que em Inglaterra a maranta leuconeura recebeu o nome de ‘prayer plant‘ (planta da reza). Esta planta é nativa do Brasil e aprecia muito os climas tropicais típicos da região. Gosta de estar à sombra, onde cresce em média até aos 30 centímetros de altura. Pelo seu tamanho e conveniência já faz parte de muitos lares em todos os continentes do mundo. Pela sua facilidade em crescer em todo o tipo de superfícies, incluíndo vasos ou mesmo cestos, a maranta leuconeura é muitas vezes utilizada na decoração de centros comerciais e espaços públicos.

Menos célebre mas igualmente bela é a maranta gibba. Esta espécie tem uma delicada flor branca e é típica do México e dos países mais a norte da América do Sul. Relativamente rara, esta planta foi inicialmente descoberta nas exóticas ilhas dos Barbados e catalogada na cidade inglesa de Liverpool.

Little Mercury-min

Outra planta típica do género é a maranta arundinacea. Pouco presente nos nossos lares, esta planta é extremamente hábil no que toca a sobreviver na natureza. Pode ser descrita como um arbusto perene que se encontra em quase todo o tipo de climas tropicais e sub-tropicais, com especial incidência na América do Sul. A sua raíz é consumida ainda hoje. Mas o dado mais fascinante acerca da maranta arundinacea relaciona-se com a sua ancestralidade. Segundo a antropologia moderna, esta planta já era cultivada e consumida 8,200 anos antes do nascimento de Cristo. Segundo os cientistas, os nossos antepassados pré-históricos já conheciam o potencial desta magnífica planta, e é mesmo possível que a m. arundinacea tenha sido uma das primeiras plantas algumas vez cultivadas pela espécie humana.

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