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Croton, o género de plantas que faz tudo e está em todo o lado

Croton

Se as plantas do género croton fossem uma família, seriam uma família muito numerosa. Centenas de espécies deste género foram catalogadas pelos especialistas da botânica desde o século 16. Foi em 1578 que o historiador português Cristóvão da Costa fez a primera referência literária a este tipo de plantas, então conhecidas como lignum pavanae. Mas elas só foram devidamente descritas como um género de plantas graças ao trabalho do botanista holandês Georg Eberhard Rumphius, que trabalhava para a Companhia Holandesa das Índias Orientais.

Embora a história do género passe muito pela forma como a planta foi recebida e descrita pelos europeus do milénio passado, a sua importância tradicional é muito mais antiga. É normalmente visto como endémico do Madagáscar, já que é nessa ilha africana que se podem encontrar as origens de mais de 150 espécies. Outras, no entanto, são originárias do sudeste asiático, e é possível que estas magníficas plantas tenham crescido um pouco por todo o mundo. Afinal, tudo o que elas precisam para crescer fortes e saudáveis é de um solo de qualidade e de um clima preferencialmente ameno.

Extremamente versáteis, as plantas deste género são também de tipos muito diferentes. Descritas como plantas com flor da família das Euphorbiaceae, as espécies croton apresentam-se em vários formatos, desde pequenas plantas de vaso a enormes árvores.

A origem do nome

Acredita-se que o nome vem do grego ‘krótos’, que se pode referir a mais do que uma coisa. Os botânicos dizem que krótos significa carraça, e que o nome se refere ao formato das sementes de algumas das espécies deste género. No entanto, é possível que o nome seja uma referência à personalidade mítica Krotus (ou Crotus), filho de Pan e Eufeme. Na mitologia grega, Crotus é visto como um excelente caçador e um adepto incansável das artes. A ele são creditadas invenções como o uso do arco e de iluminação durante o acto da caça. Mais poeticamente, Crotus também é creditado como o inventor de um dos elementos clássicos do velho teatro cómico-trágico grego: o aplauso. E não temos dúvidas que estas plantas magníficas são mais do que merecedoras de uma salva de palmas.

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Peter e Cora

Na Colvin, podes encontrar dois exemplares lindíssimos deste género de plantas: a Croton Petra (Peter) e a Croton Mammey (Little Cora). Estas duas plantas caracterizam-se pelo seu tamanho relativamente pequeno e por assentarem bem em qualquer divisão da casa. Mas o seu atributo mais fenomenal encontra-se nas cores e padrão das suas folhas. O nosso Peter é uma verdadeira beleza de tons de verde e pastel, enquanto que a nossa Little Cora é uma planta intensa com folhas recheadas de cores quentes, incluíndo um peculiar tom vermelho vivo que não tem par no mundo vegetal.

Mas na natureza, estas plantas revelam toda a sua versatilidade e dividem-se por centenas de espécies e sub-espécies previamente documentadas. Temos a silvestre astraea lobata, típica dos países da América do sul e central. Temos ainda a fenomenal mallotus japonicus, típica do Japão e célebre por ser uma planta de fruto que faz parte da cultura tradicional japonesa, até porque as suas folhas eram muitas vezes usadas para enrolar comida. Existe ainda a macaranga grandifolia, uma planta de folhas enormes que é talvez demasiado grande para ser usada na decoração da casa. Finalmente, encontra-se entre os exemplares desta família numerosa a magnífica homalanthus nutans, uma árvore muito especial que contém químicos que já foram usados de forma eficaz no tratamento de doenças venéreas como a sida ou a hepatite.

Usos medicinais e tradicionais

Plantas do género croton já são usadas pelos seres humanos há centenas e centenas de anos. Na medicina tradicional chinesa, estas plantas eram utilizadas para tratar constipações e também como laxantes. Nos povos da Amazónia, as suas folhas estavam na base de uma pasta conhecida como ‘sangue de dragão’, e que era normalmente aplicada para ajudar ao tratamento de feridas e lesões. Apesar deste rico passado medicional, as plantas croton já não são usadas na medicina, mas podem vir a ajudar-nos de outras maneiras. Em países como o Quénia, estas plantas são vistas como uma alternativa barata ao combustível biológico, naquela que é uma descrição clara do seu poder e surpreendente influência.

Para além de fazerem parte da medicina tradicional e de potenciais usos ecológicos, as plantas do género croton também são utilizadas na gastronomia. A eluteria, conhecida como cascarilha, é um dos componentes essenciais das receitas do Campari e do Vermute, duas bebidas alcoólicas originárias de Itália que são consumidas um pouco por todo o mundo.

Não existem por isso dúvidas que esta família de plantas é das mais numerosas, completas, e orgulhosas de todo o mundo vegetal. Quer procures uma destas plantas para decorar a tua casa ou estejas apenas interessada em aprender mais acerca delas, lembra-te: a Colvin tem tudo o que precisas para alimentar e estimular o teu amor pelo nosso fascinante mundo natural.

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